No momento mais crítico do país, o cristão deve exercer o seu protagonismo

O cristão deve exercer o seu protagonismo

É, irmãos, chegamos novamente ao ponto em que devemos pensar mais como cidadãos e buscar o melhor para a nação. Sabemos que, pelas constantes denúncias de corrupção e abusos dos políticos, esse é um assunto desagradável para muitos cristãos. Aborrece-nos também, saber que muitos desses políticos entrarão em nossas igrejas atrás do nosso voto.

Infelizmente, essa contrariedade com a política, só nos mantém afastados da possibilidade de uma nação mais cristã, e deixamos o caminho livre para os ímpios iludirem os incautos em seus descaminhos.

Nessa época, geralmente, os nossos pastores se veem num grande dilema: se omitir, para não ser criticado, e manter a igreja alheia do processo eleitoral; ou receber os candidatos, e estar vulnerável aos lobos em pele de cordeiro. Ou ainda, tomar partido deste ou aquele candidato, e ter sua credibilidade ameaçada. A solução para essa crise não é a nossa crítica gratuita, sem critério ou subsídio, mas a nossa oração, apoio e compreensão para que essa decisão seja positiva, não se corrompa, e se torne útil à comunidade.

Independente do governo que propõem, seja bom ou mau o que mais incomoda o crente é o fato deles só aparecerem na igreja às vésperas da eleição e depois sumirem. Dá, realmente, a sensação de descaso e oportunismo. Esse assédio é lamentável, porém, é nesse tempo que devemos estar engajados em oração. E, se devemos a orar pelas autoridades, melhor ainda, é orar para pessoas honestas chegarem a cargos tão decisivos para nós. Lembrando que essa oração objetiva um bom governo, a paz social, a salvação dos homens (I Tm 2:4).

O pior disso, é que precisamos votar, e para votar conscientemente, precisamos amadurecer politicamente. Contudo, por não haver transparência em seus atos, nem conhecimento real nosso das suas obrigações ao exercer cargos públicos; muitos continuam votando, mais por sua aparência simpática e oratória agradável, que por valores cristãos alinhados com as necessidades da população.

Seria mais louvável instruir a igreja quanto ao ato político em si, fora do período eleitoral, como fez Moisés no Levítico, especialmente, e em toda a Torá, para não se eleger um Acã ou um Corá. Nem permitir o uso do púlpito para a bajulação ou barganhas, por vaidade ou votos, sucumbindo a politicagem partidária.

Os livros bíblicos dos reis de Israel, e as crônicas, exibem fartamente as intrigas palacianas, os péssimos conselheiros ministeriais, o desastre da vaidade humana, causando guerras e sofrimento ao povo no seu abuso de poder.

Se por um lado esse assédio incomoda, devemos lembrar que é uma boa oportunidade para reivindicar aos candidatos um compromisso com a agenda social da igreja para a comunidade. Reivindicar melhor iluminação pública, saneamento básico e calçamento da rua e transporte público para melhor acesso à igreja, não é barganha, independe do voto, pois é da função pública prover melhores serviços à população, inclusive a igreja.

Precisamos também considerar suas propostas legislativas, como na fala do candidato João Amoedo que, mesmo tendo excelentes ideias para a reforma tributária, e a administrativa na gestão do Governo, propõe a taxação das igrejas e defende a adoção de filhos por homossexuais. Ele teve a coragem de admitir seu pensamento, outros candidatos pensam como ele, mas se calam para não perder votos.

Portanto, é preciso estar atento, não somente ao que dizem, mas procurar saber quais são os seus valores e com que grupos sociais ele se identifica. Caso contrário, não seremos protagonistas nas decisões do país, e teremos de suportar as decisões que outros segmentos conquistaram.

 

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